AMOR PROIBIDO

Meu sorriso é triste
Triste como um dia frio
Sem vida
Nem amor
Com saudade
Pois alguém te levou
Molhada pela neblina do amanhecer
Lágrimas nos olhos
Sorriso inibido
Não tenho duas vidas
Nesse amor proibido
Dividido a dois
Fique só
Sozinha comigo
Meu sorriso é triste
Pois você resiste
A um amor proibido
Impossível como um novo paraíso
Nessa pele intocável
Eu viajo no tempo
Nas curvas do seu corpo
Que cai no mar
No mar do esquecimento
O teu olhar acaricia o meu rosto
Através do meu pensamento
Solidão da noite!
Noite?
Que noite?
Noite de agonia
Quando você apareceu
Através de um sonho
Não existe esperança
Há uma grande distância
Entre você e eu
Meu sorriso é triste
Julga-me
Mas me aquece
Sou um tolo
Eu tenho você
Mas nos braços de outro
Ele te abraça
Que hipocrisia!
Eu é que perco a graça
Meu sorriso é triste
O véu que cobre o seu rosto
Acaricia o meu corpo
Na inocência dos seus lábios
Que ignorância
Nos lábios de outro
Ainda existe o resíduo
De um beijo
Na tua boca molhada
Desse amor proibido.
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PELÉ E O PURAQUÉ (conto infantil)
Autor: Beto Rocha

Pelé era um menino muito peralta
Cheio de travessuras
Não obedecia ninguém
Não fazia os deveres que a professora passava pra casa
Quando chega da escola
Os colegas logo o chamavam
Pelezinho! Vamos tomar banho no igarapé!
To indo! Podem me esperar!
Pelé, só saía escondido.

A mãe estava na sala
Assistindo televisão
Quando começa o jornal do meio dia
O apresentador diz: “boa tarde!”
E dá a seguinte notícia:
“Um menino de 10 anos da periferia de São Paulo
Estava brincando no fundo do quintal
Caiu dentro do poço e morreu!
A mãe quando percebeu o silêncio correu
E lá chegando encontrou o seu filho já sem vida.”

Foi aí que a mãe de Pelé desligou a televisão
E se ligou que Pelezinho não estava mais em casa!
O menino já tinha pulado a janela
Aterrisando de peito no chão
Saiu correndo bem rápido.
A mãe não escutando nenhum barulho, só o da televisão,
Não viu quando Pelé saiu correndo
Quebrando muito sapé
Aprumando pra frente o pé
Saltitava brincando, alegre e contente
Pra dentro do igarapé...

A mãe corria e gritava
- Onde está esse menino, Pelé! ,Pelé! , Pelé!
Com as travessuras do filho
Já estava de orelha em pé,
O menino pulando nem ouvia nada
Só queria tomar banho
Dentro do igarapé.

O menino pulou na água,
A mãe logo riscou
Na beira do igarapé
Gritou bem alto: Pelé Meu filho, olha o puraqué!!!
Começou a escutar os gritos,
- Ai, ai , ai, mamãe me ajude
Sua mãe perguntou:
- O que é isso menino?
O menino respondeu:
- Um bicho mordeu o meu pé!
Ai, ai, ai, ai, ai, ta doendo muito!
Pelé saiu rapidinho do igarapé
Pensando ser um jacaré.

Sua mãe apavorada com os gritos,
Viu o menino chorando,
Pulando de quatro pés,
E disse: Meu filho foi um pequeno puraqué!
Saia de dentro da água,
Ele só dá choque no pé
Do filho que desobedece a mãe
E vem tomar banho no igarapé “!
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MINHA ESCOLA QUERIDA
(adaptação da música: VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL de Dom & Ravel)

Autor: BETO ROCHA

Minha escola querida...
Eu venho de campos,
Vilas, bairros e subúrbios.
Cantando e chamando
São todos bem vindos!
A nação merece maior dimensão
Marchemos pra luta de lápis nas mãos
Eu sou brasileiro
Anseio um lugar
Suplico que parem pra ouvir meu falar.

Você nos ensinou a escrever
Eu tenho a minha mão domável
Eu sinto a sede do saber
Eu venho de sonhos
Tão lindos e tão puros
Quero também conquistar o meu futuro
Sei, vou ter muito valor
Com o meu livro aberto
Meu conhecimento é certo
És grande, és forte, és bela
Tem até passarinho cantando
Bem no alto da janela.

Quero voar bem alto
Mas com os pés no chão
Sobre o futuro pousar
Assim como um professor
O meu sucesso conquistar
Ainda sou adolescente
Tenham paciência com a gente
Quero aprender a ser gente
Quando adulto eu ficar.

Nós também somos responsáveis
Temos que ser mais amáveis
A comunidade do Calafate
Quer também cultura e arte
Encontrei dentro de ti
Toda minha humilde infância
Sempre competentes
Os funcionários e professores são
A equipe gestora então,
Mora no nosso coração.
Minha escola querida...
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ENCANTO DO LUAR
Autor Beto Rocha

Canto da lua
Brilho da noite
Lindas sombras escuras
Caminhando sem corpo
Não há quem impeça
Somente a água do mar
Gente ausente
Mente a voar
Luz a brilhar
O pensamento cria
Encantos de fantasia
Noite a vagar
Nós sem sair do lugar
Cheiro de gente,
Gente sem rosto
Sem rumo
A lua nos guia
Seu corpo brilha
O amor nos persegue
Rainha do mar
A brisa nos abraça
Nos convida a entrar
O dia amanhece
Nada existe
Somente água
Sou um grão de areia
Linda lua
Na rua
No ar
No mar
Encanto do luar.
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SEREIA DO MAR
Autor: Beto Rocha

Num cantinho do mundo
Em uma praia deserta
Eu caminhava sozinho
Na beira do mar
Chutando a saudade
Nesse mundo infinito
De águas sem fim.
Alguém surgiu
Do fundo do mar
Mar adormecido
Um corpo molhado
No meio das ondas
Muito bem desenhado
Olhei para o céu
As gaivotas voando
Regendo uma canção
Olhei para o mar
Uma sereia cantando
Seu canto apaixonante
Me chamou atenção
Você veio de algum lugar
Eternamente mulher
Uma verdadeira paixão
Um corpo esculpido
Parecendo um violão
Não volte para o oceano
Eu te ensino a amar
Me beije
Me faça feliz
Uma sereia do mar
Foi o que eu sempre quis.
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PENSAMENTO DE LIBERDADE

Autor: Beto Rocha

Coisa linda e bela
Igual uma rosa vermelha
Intactas estão suas pétalas
Como a pureza da natureza
Um ser intocável
Inviolável
Sem defeito
Perfeita
Água cristalina
Linda menina
Sua pele
Seu cheiro
Sinto no ar
Quando a brisa o vento leva
Derrama sua beleza
Na queda de uma cascata
Que cai no mar
Você está longe
Mas perto de mim
Boca cheia de sabor
Onde quase me perco
Seu perfume está
Na viagem de um beija-flor
Quando toca no chão
Deixa cair
Uma rosa vermelha
Minha cinderela
No meu pensamento
Voa a minha liberdade
Em busca da tua presença
O qual passa por mim
Um cheiro de jasmim
Que me deixa embriagado
Totalmente apaixonado
E me sinto a voar
Com o cheiro do mar
Sem limites para sonhar
Acordar
Pensar
E dizer
Isso foi um sonho?
Uma miragem?
Ou uma viagem
Ao desconhecido
Mundo do infinito?
Você existe?
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CICATRIZES DA VIDA
Autor: Beto Rocha

Cicatrizes da vida
Marcas de sofrimentos
Voltei ao tempo
Deixado naquele lugar
Através do meu pensamento
Meu passado voltou
As seqüelas ficaram
Não dá prá esconder
Feridas na alma
Voltei a viver
Sonhos impedidos
Não puderam acontecer
Traumas intensos
Delírios imensos
Frio como a noite
Duram uma eternidade
No silêncio da madrugada
Não quero sentir saudade.
Quando me vejo
Estou em busca de perguntas
O pensamento me leva
Cenas tristes me perseguem
Não consigo contê-las
Pela noite inteira
São apenas pesadelos
Quanto tempo perdido
Esquecido na noite
Deixado em algum lugar
Sob a mira de um revólver
Na mesa de um bar
Cicatrizes da vida
Me obrigam a mudar
Não corram esse risco
Sigam os meus conselhos
Aprendam com os meus erros
Façam de mim um espelho.
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REVIVER

Autor: Beto Rocha

Uma triste viagem
Numa noite fria
Olhos fechados
Corpo vermelho
Coberto de sangue
Mundo na escuridão
Meu Deus,
Não se esqueça de mim!
Posso não mais existir
Sou desaparecido
Sou desconhecido
Neste mundo novo
Quero viver de novo
Caminho incerto
Hora deserta
Antes de dormir
A noite chega
Os meus olhos vão
Eu não vejo mais
Meus movimentos voltam
Respiração
Bate coração
Sinal de vida
Volto a viver
Volto a ver
Falo comigo
Passo a existir
Deus dentro de mim.
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DIREITO DE NASCER
Autor: Beto Rocha

Oi querida mamãe
Eu....
Ei mamãezinha
Acorde!
Sei que é madrugada
E ainda está dormindo
Mas preciso do silêncio
Essa é a única hora
Que a senhora está me ouvindo.
Sabe mamãe
Eu gostaria de lhe pedir
Que me deixasse nascer
Me dê essa oportunidade
Gostaria muito de lhe conhecer
De andar no seu mundo
Deixa eu nascer perfeito
Toda criança quando nasce
Sei que tem esse direito.
Eu te amo mamãe
Preciso muito de você
Tenho que vir ao mundo
Quero realizar os meus sonhos
As minhas mãozinhas
Já lhe fazem carinhos
Os meus pézinhos
Já querem caminhar
Estou pedindo a senhora
Em forma de uma oração
Não escute maus conselhos
Ouça a batida do meu coração!
A minha vida agora
Está em suas mãos
Não tome mais remédios
Ainda é tempo de parar
Um dia posso ser alguém
Eu tenho direito de sonhar
Não mate uma vida!
Com Deus a senhora vai se encontrar
Nove meses já se passaram,
Estou chorando muito,
Acabei de nascer!
Obrigado mãezinha querida
Por me deixar viver
Sabe o que aconteceu agora?
Por me colocar no mundo
Deus estará sempre com a senhora.
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MEMÓRIAS DO BRASIL
Autor: Beto Rocha

Quem foi que não viu
Os caras pintadas
Nas ruas e nas praças?
Os patéticos políticos
Olhando a desgraça
Os militares sorrindo
Escondendo suas caras
Lembrando das pessoas
Que deixaram sofrendo
Num pau-de-arara?
Quem foi que não viu
As mães do Brasil
Gritando e perguntando
Onde estão os nossos filhos?
Alguém chegava e dizia,
Mataram, eu suponho,
Isso é muito estranho
Sua mãe chorando dizia
Quem pode matar um sonho?
Quem foi que não viu
O povo tinha sede de paz
Não queria comer,
Com a barriga vazia,
Não conseguia dormir
Pintavam o seu nariz
Mesmo assim queria sorrir
Se me chamarem de palhaço,
Charles Chaplin já dizia,
Me colocariam numa categoria
Acima de qualquer político,
Mãos criminosas,
Vidas sem volta
Escolta para a morte
Famílias sem membros
Ninguém vê
Loucuras pelo poder
Direitos comprados
Sem testemunhas
Na calada da noite
Que fazem assembléias
Quem será a próxima vítima?
Cadê a paz
Que não volta mais?
Cadê a alegria
Que não me faz mais companhia?
Ninguém pode matar
Um sonho de liberdade
No silêncio da madrugada.
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GABRIEL UM CAFÉ COM DEUS

autor: Beto Rocha

Eu tenho um sonho...
Eu ainda, tenho um sonho
Que todas as crianças
Tivessem o quê comer
Antes de ir a escola
Ah! Se eu pudesse crescer
Igual crescem os lírios do vale
Haveria em cada canto um jardim
E em cada casa uma violeta na janela
Fazia de cada rosto sofrido uma esperança
Entre meu quarto e o céu
Haveria uma passagem secreta
Para que nas manhãs de domingo
Eu tomasse café com Deus,
Ali, contaria a Ele
Que aqui embaixo, embaixo do nosso nariz
Ainda existe desagregação racial e social
Entre negros e brancos e entre pobres e ricos
Ainda há uma justiça que é cega
E uma sociedade que é hipócrita
Deus, lá do alto, me diria bem baixinho:
“Gabriel...você é uma lira da República de Malta
Declame uma poesia do lirismo de Chopin
Seja ainda criança espere a primavera chegar
Viva intensamente sua infância
Plante uma árvore, regue-a todos os dias
Brinque de bola no quintal
Não dê bola pra quem te faz tanto mal
Saia pelas madrugadas
Você vai encontrar crianças com frio
dormindo nas calçadas
dê a cada uma delasuma sopa quentinha
e um pedaço de pão
pegue aquele cobertore agasalhe seu irmão
Sabe aquele menino que está com câncer no hospital?
Vista-se de branco
Conte uma historinha prá ele,
Ele está muito mal...Seja seu amigo
Talvez amanhã pela manhã
Ele esteja morando comigo
Sabe aquele garoto que um dia
Te magoou no pátio da escola?
Um dia ele pode estar nas ruas,
Nas ruas cheirando colaGabriel...
Um dia em uma ceia de Natal
Eu contei os meus anjos,
Estava faltando um,
Que mora comigo aqui no céu,
Sabe como é o nome dele?
O seu nome é Gabriel!”
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