NOSSO SEGREDO

Autor: Beto Rocha

Nossa chave
Nossa casa
Nossa vida
Nosso amor
Nosso coração
Nossa razão
Nossa noite
Nossa proteção
Nosso momento
Nossa oração
Nosso conforto
Nossa alma
Nosso dormir
Nosso sonhar
Nosso acordar
Nosso agradecer
Nossos planos
Nossa realidade
Nossa saudade
Nosso instante
Nosso toque
Nossas mãos
Nossos carinhos
Nossos beijos
Nossos desejos
Nosso cantinho
Nossa cama
Nosso corpo
Nossa chama
Nosso medo
Nossa esperança
Nosso horizonte
Nossa fantasia
Nossa poesia
Nosso livro
Nosso conhecimento
Nosso mundo
Nosso tudo
Nossa relação
Nosso segredo
Nossa paixão.
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O DESEJO DE LUISA
Autor: Beto Rocha

Luisa era uma menina que só tinha 12 anos, mas já sonhava sonho de gente grande: o de vencer na vida, nos estudos, ter um bom emprego, enfim... ser muito feliz.
Ela vivia em uma pequena casa, onde morava junto com o pai. Mas algo lhe faltava. Existia uma profunda tristeza em seu olhar. O que seria então? Era uma coisa que todo mundo queria saber. De vez em quando alguém pegava Luisa chorando! O que teria acontecido com Luisa? Tempos depois fiquei sabendo que a tristeza de Luisa era porque sua mãe havia falecido em um acidente de carro. Então ela pedia muito a Deus pra ver sua mãe novamente, nem que fosse pela última vez.
Era noite quando Luisa foi para cama, não demorou muito e começou a dormir como um anjo. Dormiu bem a noite inteira, quando, de repente, o celular toca e avisa, são 06h30min “da manhã”.
- Hora de levantar, Luisa! Fala seu pai.
Ela levanta e diz:
- A benção, pai!
Seu pai responde:
- Deus te abençoe, minha filha!
Luisa levanta e vai escovar os dentes, depois senta na cadeira para tomar café. Agradece a Deus por mais um dia e pelo alimento que está na mesa. Toma o café da manhã, se arruma, espera as colegas passarem e sai para mais um dia de aula.
Mas dizia no seu coração: “Hoje o meu dia vai ser um dia diferente!”
No início parecia um dia normal, ou seja, mais um dia de rotina no cotidiano dela. Luiza fala consigo mesma: “O meu dia tem que ser um dia diferente!” Repetia isso várias vezes! Porém, nada acontecia. Chega a hora do lanche! Fica passeando com as colegas para lá e para cá. Aproxima-se um menino, daqueles bem chatos:
-Luisa me dá uma chance, vai! Ela, nem dá bola, pois isso era comum no seu dia-a-dia. Mas não se conformava, porque transcorria um dia normal, como outro qualquer. Tinha que ser diferente para ela, e nada acontecia de novidade. Até a dor da saudade era a mesma. A sirene toca, são 11h45min, hora de ir embora. Saiu caminhando com as colegas de volta para casa um pouco triste, porque seu dia não foi diferente. Chega em casa, guarda a mochila, tira a roupa e vai tomar banho para almoçar. Quando Luisa se aproxima da mesa e tem uma grata surpresa, viu três pessoas sentadas, sua mãe, seu pai e ela. Não acreditou no que viu, olhou para o seu pai para contar a ele e quando voltou o olhar onde viu sua mãe, ela não estava mais lá. E achou que poderia ser a dor da saudade, por isso o motivo da visão. Seu olhar ficou melancólico, pois doía tanto que era como uma espada afiada, que atravessada no peito cortava toda a alma e medula, parecia uma doença incurável, que os médicos teriam lhe dado à sentença de morte, de tanto sofrimento. Seu pai percebeu alguma coisa, viu Luisa indiferente e perguntou:
- É saudade de sua mãe, minha filha?
Disse Luisa:
- Sim, papai, é.
- Deus a levou para junto d’Ele, nunca esqueça dos conselhos que ela lhe dava. Dessa forma, ela estará sempre em sua mente e no seu coração.
Mas Luisa sentia que teria ainda um dia diferente. Chega a noite, janta e vai assistir um pouco de televisão. As horas se passam cada vez mais depressa.
- Hora de dormir! -diz o seu pai.
Luisa vai para a cama. Senta para orar e agradecer a Deus pelo dia. Quando deita, sua mãe aparece sentada na beira da cama. Luisa, sem nada entender, ainda atônita fala:
- Mãe, a senhora voltou! Pedi tanto a Deus que a senhora voltasse que Ele resolveu me atender.
Abraçam-se e Luisa chora tanto nos braços de sua mãe, que lava seus cabelos com o seu pranto, da imensa saudade que sentia.
Sua mãe, no entanto, apareceu realmente bem diferente. Num vestido branco e longo, banhado do mais fino ouro de tão bonito que era. Seus cabelos, claros como o raiar de um novo dia, longos como as palhas de uma palmeira, trazia alguns nomes em forma de mensagens em cada uma das pontas, como se fosse algum significado ou aviso. Um semblante calmo e sereno, um pouco transparente, assim como um anjo de Deus, ou aqueles que a gente vê em um daqueles filmes de TV, talvez até aquele que a gente sonhou um dia. Em volta do quarto, uma luz muito forte que encandeava a vista de quem estivesse próximo dali, por brilhar muito.
Ela começou a falar com uma voz branda e paciente:
- Luisa, minha filha querida, eu vim lhe ver pela última vez, estava com muitas saudades suas! Vim dizer que nunca esqueça os meus conselhos, estou muito feliz por você continuar seus estudos, você tem sido uma ótima filha para o seu pai, tem se desviado do mal, sei que tenho permanecido em seus pensamentos, o que falei um dia a você, sei que ainda reflete nas suas mais claras lembranças, desde quando você era ainda uma pequena criança, até os dias de hoje, pratique a bondade, a caridade, o amor. Assim você estará plantando boas sementes no céu. No devido tempo, Deus dará seu crescimento e frutos com abundância. Realize todos os seus sonhos, minha filha! Desejo a você toda felicidade do mundo! Este é o meu último...
Sua mãe nem terminou de falar, quando o despertador toca e avisa: são 06h30min da manhã. Luisa levanta-se para mais um dia de aula.
Ficam agora as perguntas: foi a saudade, vontade de ver sua mãe, visão, sonho ou finalmente o amor, que transcende a qualquer entendimento, e vai em busca de ultrapassar as barreiras do pensamento entre o imaginário humano e transporta-se até o psíquico, que envolve a mente e o coração, e não se sabe mais o que é realidade, fantasia, desejo próprio ou delírios, que fez com que a mãe de Luisa aparecesse a ela?
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BILLY

Autor: Beto Rocha

Março de 2002. Caminhando pelas ruas de uma cidadezinha do interior da Bahia chamada Porto Seguro, encontrei um velhinho sentado na calçada pedindo esmolas. Ao seu lado, um cachorro magro que me apresentou como seu melhor amigo e que protegia o único bem que ainda lhe restava, sua pobre e miserável vida. Alimentava-se de restos de comida e migalhas de pão que os outros deixavam no lixo. Sentei-me ao seu lado e pedi-lhe que me contasse uma história e logo que terminasse lhe daria uma moeda. E com grande riqueza de detalhes, com simplicidade e fala mansa começa a me contar:
- Havia um homem rico, bom pai de família e muito trabalhador, vivia com sua esposa, sua única filha e seu cachorro Billy que guardava sua linda casa. Também com eles morava uma empregada. Eram rodeadas de muitos presentes e jóias caríssimas. Ele não lhes deixava faltar nada, talvez para substituir sua ausência, pois o mesmo não tinha tempo para os dois únicos amores de sua vida. Dessa forma referia-se a elas perante os amigos como a razão do seu viver, seu único bem querer. Todavia, só pensava em trabalhar, trabalhar, trabalhar, já que ele tinha traumas de um passado triste, de fome, miséria e humilhações nas casas dos outros, quando era apenas uma criança fraca e indefesa. Por isso, a sede de conquistar cada vez mais, enquanto era ainda jovem. Uma noite, ao retornar a sua casa se deparou com pegadas de sangue na escada. Quando entrou, seu desespero foi ainda maior: encontrou também, alguns retalhos de roupas rasgadas e manchadas de sangue no chão, parte de um dedo com um anel que ele dera a sua esposa como presente de casamento. Ficou totalmente enfurecido com a cena que presenciou.
Percebendo que as pegadas eram do seu cachorro, teve a certeza que o mesmo matara sua mulher e filha. Estava ainda segurando o revólver quando o cachorro apareceu saindo do corredor que dava acesso ao último quarto da casa, com a boca suja de sangue e abanando o rabo. Sem pensar em nada, engatilhou a arma e disparou, matando assim seu melhor amigo, em seguida começou a chutá-lo dizendo:
- Seu assassino, você matou minha esposa. E chorando muito desabafou:
- Eu a amava mais que minha própria vida!
Tendo em vista a tragédia e desesperado passou a culpar a todos, inclusive ao próprio Deus. Então passa a fazer interrogações fortes, cheias de lamentos pelo que aconteceu.
- Por quê? Por que meu Deus? Logo comigo isso aconteceu? Nunca fiz mal ao próximo, sempre ajudei a quem precisa, quando uma pessoa tem alguma coisa pra me falar, sempre escuto e dou até bons conselhos quando me pedem. Eu que acredito sempre nos meus melhores amigos.
Estava ainda em pé, chorando muito, quando chegaram à sala sua mulher e sua filha aos gritos:
- Papai, o Billy salvou nossas vidas e nossa casa!
Foi então que elas viram o pobre cachorro caído no chão e ele ainda com a arma na mão. Abraçou-as. Em seguida se afastou delas, deitou a cabeça em cima do seu cachorro e chorou copiosamente... Logo depois disparou o revólver contra sua própria cabeça, caindo morto em cima do seu melhor amigo.
O velhinho continuou contando sua história:
- E o ladrão depois de pular o muro, ensangüentado, saiu correndo pela rua, sendo preso pela polícia que havia sido acionada pelos vizinhos. O mesmo foi julgado e continua pagando sua pena até hoje.
- Como é que o senhor sabe que ele continua pagando sua pena até hoje? -Perguntei eu ao velhinho. E ele mostrando a mão direita falou:
- É simples meu amigo, o ladrão sou eu!
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O VELHO DA CABANA
Beto Rocha
Um grupo de jovens participou de uma olimpíada de ciências. Foram os vencedores. Como prêmio ganharam um passeio, passariam um final de semana em uma reserva florestal que ficava no pequeno vilarejo de Campo Lindo, aproximadamente 320 km de distância, no extremo sul da Sibéria.
A professora Tereza, providenciou tudo o que precisava inclusive o ônibus. Marcou uma reunião na quinta-feira com os pais às três horas da tarde na escola. Explicou o roteiro da viagem, o intuito, normas, tarefas que os alunos deveriam cumprir, providenciar alimentos e agasalhos, horário da partida, saída prevista para as sete horas da manhã de sexta feira, tudo através de um folheto. Cinco pais desistiram de mandar seus filhos, por ser o lugar muito distante da cidade.
Logo amanhece. É então sexta feira, finalzinho de inverno, um lindo crepuscular se forma além da linha do horizonte, prometendo um grande dia de sol. Eles iriam então conhecer um lugar mágico, conferir in loco o que aprenderam na sala de aula. Uma espécie de aula prática, apesar de ser um passeio dentro da floresta, que com certeza contribuiria muito na formação do intelecto de cada um, traria ricos conhecimentos e mais respeito pela natureza.
Entraram no ônibus e partiram rumo à reserva florestal. Já dentro do ônibus os ‘’mais espertos’’ combinaram logo quem ficaria com quem até o final do passeio, sem o conhecimento da professora é claro.
Em um dos grupos ficou MELISSA que era mais conhecida como uma menina egoísta manipuladora, invejosa, cheia de maldades em seu coração. A mesma tinha um trauma de infância, por ter sido abandonada por seu pai, vivia elaborando planos diabólicos para prejudicar Safira. SAFIRA, que por sua vez era uma menina bonita, inteligente, prestativa e, principalmente temente a Deus, com isso, chamava a atenção dos meninos por causa da sua beleza inconfundível, por isso era alvo de invejas e perseguições. Que na sua saída para o passeio, recebera um bilhete de seu pai para que fosse entregue a Melissa só quando chegasse à reserva. SABRINA era ‘’amiga’’ de Melissa, só por interesse próprio, por isso contribuía para que a mesma praticasse suas maldades. Pois Melissa pagava seu lanche na hora do recreio e também uma sabia os segredos da outra. FERNANDO tinha ciúmes de GABRIEL com Safira, por quem era apaixonado, queria conquistá-la através da força e da violência, vivia tramando planos para afastar Safira de GABRIEL, que, na verdade eram só amigos. E finalmente, GABRIEL, que era como um anjo, todas as pessoas queriam estar perto dele, um rapaz intelectual, culto, carismático, estudioso, conselheiro, mas que todos acreditavam que Safira era apaixonada por ele, porque os dois eram vistos constantemente conversando.
As horas se passaram e finalmente chegaram à reserva. A professora Tereza entregou a autorização para o guarda florestal, depois o mesmo disse que iria ao pequeno vilarejo de Campo Lindo comprar mantimentos e logo voltaria. Final de tarde, só deu tempo montar as barracas próximas umas das outras, para que ninguém se perdesse. Logo escureceu e não dava tempo de fazer mais nada. Jantaram, acertaram tudo para o outro dia e foram dormir.
O sábado chega de uma forma mágica e encantadora, formando lindas paisagens, os alunos contemplando um alvorecer nunca visto por eles. Um presente de Deus para aquele lugar, suas montanhas e campinas cheias de cachoeiras que formavam os rios, passarinhos se alimentando no topo das árvores, cantando lindas melodias e tomando águas que ficavam nas folhas molhadas pelo orvalho da manhã que caia nos campos da reserva. Flores e rosas espalhadas por todo canto, suas pétalas caiam nas águas do riacho perfumando-as, parecia um quadro pintado por um artista num grande dia de inspiração.
A professora reúne os alunos e repassa as informações e pede que não se afastem muito os dos outros. Partiram em grupos de cinco, cada grupo foi para um lado diferente da floresta, mas sempre um pouco próximos, combinaram também um ponto de reencontro. Melissa e Sabrina se afastaram dos outros, cuidaram logo de botar seu plano em prática. Melissa combina com Sabrina e Fernando para tirar a atenção de Gabriel.
Enquanto os outros grupos aproveitavam e curtiam a reserva, Melissa chama Safira para irem pegar água no riacho, pois estava com muita sede. Safira muito prestativa concordou em ajudá-la, mas antes Safira entrega o bilhete a ela, o qual guarda no bolso da calça.
Melissa disse a Safira:
-Fica aí esperando que eu volte, não sai daí Hein. Safira senta-se no alto do barranco, ao lado do riacho, fica admirando toda aquela beleza na natureza. De repente Melissa chega por trás e empurra Safira barranco a baixo e corre para que ninguém a veja, nem a acuse de nada. Safira rola no chão bate a cabeça num pau e desmaia. Melissa volta correndo e passa pelos outros de seu grupo sem Safira. Gabriel sai a procura de sua melhor amiga e também desaparece.
O inesperado acontece, cai uma violenta tempestade, Safira torna com os pingos d’água tocando em seu rosto, levanta atordoada e sai a procura das barracas. Está chovendo muito e ela confunde a direção e perde-se em meio à imensa floresta.
Todos voltam para as barracas, menos Safira e Gabriel que foi procurá-la dentro da mata. A professora sente falta dos dois, pergunta aos alunos, que disseram, Safira está namorando com Gabriel. Afastaram-se por conta própria e se perderam. A professora Tereza resolveu interromper o passeio devido o ocorrido e volta a cidade para procurar ajuda. O guarda ainda não tinha voltado devido à tempestade. O motorista dá a partida e vai estrada a fora. A pista estava molhada e escorregadia, em uma curva aparece no meio da pista uma árvore caída, ele tenta frear, escorrega e capotam várias vezes, caindo num precipício.
Algum tempo depois o guarda florestal passa no local vindo do vilarejo e aciona o corpo de bombeiros. Demoram muito, quando chegam descem o penhasco através de cordas, resgatam todos os corpos, só uma pessoa está aparentemente viva.
Já no hospital ligaram para todas as famílias. Identificaram o nome da única sobrevivente. Seu nome é Melissa. Os médicos disseram a sua mãe, que infelizmente ela iria ficar de cadeira de rodas para o resto de sua vida, porém Melissa ainda não sabia de nada.
Enquanto isso Safira continuava perdida na reserva. Adormeceu num pé de árvore, durante a noite inteira com frio, sede fome e falta de ar causado por uma pneumonia aguda devido passar a noite inteira molhada, porque a mesma sofria com problema de asma. Já era então domingo, cedo da manhã, a menina torna pelos cânticos dos passarinhos, depois houve um segundo barulho de alguém que, supostamente partia lenha. Sai cambaleando, avista uma cabana e na frente um velho de barbas e cabelos brancos como a neve, com seus olhos cor de mel, que apesar de seus cabelos serem brancos, tinha a aparência de um jovem de pouco mais de trinta anos, levando lenha para dentro, pois fazia muito frio naquela região. Safira corre, cai e desmaia mais uma vez, próximo ao monte de lenha. O homem pega ela nos braços e a leva para dentro. Substitui suas roupas molhadas, coloca-a próximo a lareira para aquecê-la, depois lhe dá uma sopa quente com um pedaço de pão, cuida de seus ferimentos com ervas naturais. Depois disso a menina dorme o restante da manhã de domingo, acorda totalmente curada.
Então Melissa lembra-se do bilhete que Safira lhe dera lá na reserva. Depois de alguns instantes, Melissa pede a mãe sua calça comprida que estava em um armário do apartamento do hospital, ainda suja de barro e sangue. Pega o bilhete, diz para sua mãe que gostaria de ficar um pouco só. Lê e o que está escrito: Melissa me perdoe, mas não dá mais para esconder. Estou com uma doença grave e posso morrer a qualquer momento. Gostaria de dizer que Safira é sua irmã. Peço que me perdoe. Beijo de seu pai. Chorando muito e nervosa, chama sua mãe e pergunta, a mesma confirma tudo.
-Mãe acho que eu fiz uma besteira, e conta tudo para sua mãe o que fez com Safira. Arrependida chora amargamente e fala:
-Mãe se a Safira sobreviver irei pedir perdão a ela.
Longe dali Safira se recupera na cabana, por sua vez o velho pergunta se ela quer que ele vá deixa ela em sua casa, a mesma responde que sim, mas como?
-Eu sei de uma estrada de barro que diminui muito o percurso. Diz o velho.
Em seguida escuta a voz de Gabriel, que é ajudado, também pelo o velho da cabana, abraça a amiga Safira, alimenta-se. Enquanto isso o velho vai pegar o cavalo, o qual é chamado pelo seu dono de Apocalipse. Montam no cavalo e partem rumo à cidade. Chegando próximo a Sibéria, pára o cavalo, descem e o velho dá a Safira uma pequena lembrança. Eles dão um abraço demorado, cheio de ternura naquele homem, que os ajudaram muito sem os conhecerem, agradecem por tudo e partem rumo as suas casas.
Logo em seguida Safira resolve abrir o presente. Ela fica surpresa: é um rolo de pergaminho com uma mensagem que diz: ...E EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS. AMÉM. (Mt 28;20b). Logo em seguida olhou para trás, aquele velho homem tinha desaparecido.
Alguns dias se passaram...
Mesmo sendo distantes, muitos sendo contra, sua mãe resolve ir até aquela reserva florestal para agradecer aquele bom homem por toda ajuda que prestou a Safira, que amou e cuidou como se fosse sua própria filha. Chegando lá, pede o guarda florestal para ir até a cabana, queria agradecer pessoalmente aquele homem. Quando o guarda diz:
-Senhora eu trabalho aqui na reserva a mais de vinte anos, garanto a vocês que essa cabana não existe, mas para tirar suas dúvidas, as levarei até o lugar indicado pela sua filha. Chegando lá, não existia absolutamente nada, a não ser o riacho e a imensa floresta. Quando se lembrou da mensagem escrita que recebera do velho da cabana. Só então Safira se deu conta que tinha passado um dia ao lado do próprio SENHOR JESUS CRISTO.
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